O jovem utilizava uma carteira de identificação e um distintivo da PRM para se fazer passar por agente no activo. Em sua defesa, o detido alegou que os documentos pertenciam ao seu pai, um membro da corporação actualmente na reserva. O indiciado confessou que usava a farda e a identificação com o objectivo de seduzir jovens mulheres, mas negou categoricamente ter praticado assaltos ou outros crimes com o distintivo.
A porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chauque, apresentou uma versão distinta e mais grave dos factos. Segundo a oficial, o indivíduo não utilizava a identidade apenas para fins sociais, mas sim para facilitar práticas criminosas na província. Chauque explicou que, após a expulsão de Matalane, o jovem terá alimentado uma frustração que o levou a apropriar-se indevidamente dos documentos do pai para simular a concretização do sonho de pertencer às fileiras da polícia.
Na mesma operação, a corporação apresentou um segundo indivíduo: um desertor da Unidade de Intervenção Rápida (UIR). Este agente, que estava ausente das suas funções há quatro anos, é igualmente suspeito de envolvimento em actividades ilícitas durante o período em que esteve fora da corporação.
As autoridades garantem que os processos legais já foram submetidos às instâncias judiciais para a devida responsabilização criminal de ambos os envolvidos. O caso serve de alerta para a população sobre a importância de verificar a autenticidade de agentes em situações suspeitas.

